quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Ianuguração" da Nova Escola Secundária

Os professores do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho fizeram uma visita à nova Escola, no dia 14 de Junho, depois de concluídas as obras de requalificação. Não houve discursos de circunstância mas reuniões de trabalho.
Os exames já estão a decorrer nestas novas instalações.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Atrás da cofragem XXX

Destruir/construir+emprego
- Andas muito pensativo, Pinguim! O que é que se passa contigo?
- E tu? Não andas pensativo? Não vês o que se passa à tua volta? Andas com os olhos tapados?
- Acordaste mal disposto? Com os olhos tapados? Eu?
- Sim! Não pensas na vida, nos problemas, no futuro…?
- Anima-te! Vá lá! Não sejas assim!
- A minha avó diz que uma vida que não é pensada não é bem organizada!
- Vamos ao trabalho! Tens aqui mais uma obra para fazer e ainda estás assim?!
- Como é que havia de estar?
- Andas sempre a pensar na crise, no desemprego! São as conversas da tua avó...!
- E tu! Pensas que essa praga não chega cá?... que só acontece aos outros? Desegana-te!
- Ainda tens que largar, aqui, mais alguns pingos de suor! Podes dar-te por muito feliz! E deixa-te de lérias!
- Lérias, Catatua?! Lérias?
- Isto é uma maneira de falar...
- São coisas muito sérias...! Dão-me, cá, uma volta ao miolo!
- Volta ao miolo?
- Lembras-te das obras no “Salão” da tua mulher, que fizemos ao sábado?
- Lembro, porquê? Precisas de arranjar o cabelo para ficares melhor do miolo?
- Diz-me uma coisa: tu partiste tudo, fizeste a casa toda em cacos?
- O que é que queres dizer com isso? Não fizemos um bom trabalho?
- Para mudar a canalização e pôr uns azulejos novos precisaste de partir as paredes todas?
- Não. Porque é que perguntas?
- Não vês isto? É por isso que a minha avó diz que tudo o que fazemos, aqui, é “um faz de conta”!
- “Um faz de conta”?! Agora é que não te entendo, Pinguim.
- Olha para estas paredes novas, em bom estado. Até parece que estão ainda pintadas de fresco, a cheirar a tinta.
- E depois?
- Porque é que têm de ir todas abaixo? Isto é um crime!
- Esta cantina não cumpre as normas ambientais e de energia! Alguns materiais poderiam provocar o cancro… uma cantina tem que obedecer às normas!
- Se daqui a meia dúzia de anos as normas mudarem, vamos deitar tudo abaixo, outra vez?
- Isto não tinha condições!
- Não tinha condições? Foi feito há meia dúzia de anos! Olha os pilares e o ferro das lajes!
- Era muito acanhada! Não chegava para tantos alunos! É para servir todos os alunos de Montemor!
- Isso não é problema! Cada vez há menos! já há por aí escolas a fechar!
- E então! É por isso que é “um faz de conta”?!
- É! Andamos, aqui, a trabalhar para o boneco!
- Não estás bom da cabeça! Esta escola pode, lá, fechar?
- Se deixar de haver alunos...! e os que há nem precisarem de vir às aulas...! para que é que são precisas as escolas?
- Não estás nada bom do miolo, Pinguim! Já viste algum aluno que não precise de ir às aulas?
- Já, já! Foi a minha avó que me disse!
- A tua avó?!
- Ela não perde as notícias... todos os dias...!
- Não me disseste há dias que ela tinha problemas nos ouvidos?
- Ela ouviu muito bem...
- Ouviu, ouviu! Ouviu o quê?
- Que os alunos do oitavo ano, com quinze anos, podem saltar para o décimo sem ir às aulas!
- Ah! Mas têm que fazer exame! Foi o que me disseram!
- Como é que podem passar no exame do nono ano se nunca foram às aulas, porque ainda estão no oitavo?
- Se se prepararem bem, se estudarem... agora têm computadores...!
- Isso é como fazer uma obra sem alicerce, passado um tempo cai tudo no chão!
- O nono ano é um alicerce, Pinguim?! Para mim já está perto do telhado...
- É como fazer um pilar ou uma parede de esferovite! O que ficar por cima fica sem apoio!
- Podes ter a certeza de que esta obra não vai cair. Já viste os alicerces?
- O que vai cair é o governo, diz a minha avó! E não tarda... antes que o país se afunde!
- O que é que a tua avó percebe de política?
- Ela vai sempre votar! Não falha!
- Eu também! Também voto sempre!
- Mas ela lá sabe! Diz que o governo anda todo desorientado! Olha as SCUT!
- Desorientada, está a tua avó!
- Não sabe nada o que anda a fazer!
- Eu gostava de lá ver a tua avó!
- Manda destruir as escolas para depois as construir...!
- Se não fosse o governo onde é que ias encontrar trabalho?
- Ó Catatua, se precisares de mudar a canalização lá de casa e se estiveres com dívidas até aos cabelos e com a corda na garganta deitas a casa toda ao chão e voltas a pô-la de pé, só para arranjares emprego para ti e para os amigos?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Investimento na educação?


Ou em vias de extinção?
Este animal bípede, dos tempos modernos, parece estar mesmo em vias de extinção. Hipocritamente clama pelos direitos de outros animais menores cujo habitat destrói para satisfazer diversos caprichos. Por outro lado cria abrigos e centros de reprodução e de protecção animal mas, ingenuamente, assume comportamentos e atitudes suicidas: a “lei do aborto”, do “casamento gay”, o “divórcio na hora”, etc. Depois, os exemplares sobreviventes desta espécie de “homo sapiens” ou melhor, “insapiens” são como pintos criados em chocadeiras artificiais, transportados em cuvetes, desde o berço, de escola para casa e vice-versa, sem qualidade de vida, para racionalizar recursos, acabando como crias da coruja que a águia não reconhece, pondo em cheque o amanhã. Enquanto isso, cérebros mesquinhos e incompetentes, nos topos da decisão, pagos a peso de ouro, como presidentes e gestores supostamente sábios e poderosos, mas sem curriculum, pactuam com o ambiente inquinado e viciado com que conduzem, alegremente, toda a gente para a extinção e a morte.